terça-feira, 14 de abril de 2020

16 horas de MPB sem intervalo


Uma seleção contemporânea da Música Popular Brasileira em 246 faixas e mais de 16h seguidas de músicas sem intervalos.


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Pensando em trocar de avião?

Tá na hora de quebrar o porquinho e gastar as economias!!!




















AIRBUS A318 ELITE, The Ultimate VIP Jet 

Year of manufacture : January 2009 (Completed), so this AIRBUS A318 ELITE is comparable to a BRAND NEW aircraft 
Seating configuration: 19 passengers Entourage, Executive and Private Areas for Supreme Comfort.

Main features of our A318 green definition - 68 MTOW (instead of 66 MTOW) - FAA type compliance 
Dual weather radar - Satcom Aero I - Dual ADF system Options included in our green definition : worth 1,049,000 usd (01/08) 
- Son confort cabine. Idem, environ 1 Million options supplémentaires sur la cabine, comme par exemple le dôme en partie principale à la place des panneaux plafond airline, 
- Number of TTOL seats has been increased from 14 (basic) to 19 passengers 
- Dome panels in the executive lounge - Nice and ergonomic Interior stowage concept 
- High quality carpet with fading design 
- Hi-Lo coffee tables in the Executive lounge Forward Galleys, 3 Rest Rooms, En-suite Washroom. Range 4,000 NM / 7,408 Km. 
• Utilization as of 31/01/2010 Confidential and proprietary information – 800 Flight Hours (FH) – 250 Flight Cycles (FC) Cabin interior 
• Certificated for 19 seats (take-off and landing) 
• 74 m2 /800 ft2 of cabin space separated in 3 zones: Comfort and Luxury 
• Large entrance area for entourage or crew rest 
• Main lounge with salon and dining area • Private office with VIP bathroom 
• 1 large galley at the front • 3 lavatories for higher comfort Performance 
• Current configuration: without ACT but provisions for 2 Additional Center Tanks (ACT) already installed. 
– 2 ACTs option will be certificated by Airbus mid- 2010 
– 2 ACTs option is available at launching customer price 
• Range performance 3500 nm without ACT and up to 3950 nm with 2 ACTs 
• Cruising speed: 450 kts / 860 km/h 
• Typical routes and travel times: 
– London - Dubai : 5H50 
– Jeddah – Malaga : 6H00 
– Moscow - London: 3H30 
• Certificated for Steep Approach capability (London City Airport) This A318 Elite offers a very good range and runway performance Conclusion on this A318 Elite 
• Available now 
• Very beautiful and ultra spacious interior 
• Excellent range and runway performance 
• Very attractive price A318 Elite is a unique opportunity in the Business Aviation market 
• Immediately Delivery Position 
• Fully Equipped 
• Fly by Wire 
• CFM56-5B (23,300 Lbs) 
• Public Transport Certification 
• Airstairs 
• 120 Minutes ETOPS 
• Steep Approach 
• Increase MTOW 
• Floor Panel Heating 
• Dual HF Collins 
• TCAS w/ Mode S Transponders 
• Weather Radar w/ Predictive Windshear 
• 19 TTOL Seats 
• Dome Ceiling 
• Mid-Cabin Lavatory 

 Additional Specifications: 
• Entertainment system (CD, DVD) 
• Multi Channel Satcom and Airshow 
• Baggage space: 21.3 m3 / 750ft3


E me chame pra dar uma volta ;)

24h de músicas - Playlist sem pretensão (241 músicas entre nacionais e internacionais)

Vamos nos desligar um pouco das notícias e pressões externas?
Preparei uma seleção para 24h direto, sem comercial.
241 músicas para ouvir sem qualquer pretensão.
Tem um monte de tudo!
Aproveitem!!!


 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

São João no Porto - Portugal



A festa de S. João, na noite de 23 para 24 de junho, é a maior festa da cidade do Porto, em Portugal, e intitula-se “a noite mais longa do ano”. A data serve para celebrar o nascimento de São João Batista, mas tornou-se, ao longo dos tempos, uma conhecida e muito participada festa pagã. 

E a razão para se chamar de “noite mais longa do ano” tem duas interpretações: pelos dias que começam a ficar maiores, depois do Solstício de Verão; e porque a festa de S. João começa ao final da tarde – com o cheiro de manjericos e sardinha assada a espalhar-se pela cidade, assim como o barulho dos martelinhos – e é uma animação que se prolonga até à madrugada (e nascer do dia) do dia 24 de junho. 

Durante a noite, há bailes espalhados pelos vários bairros da cidade do Porto e a música anima os foliões de S. João. Muitos vão ficando pelos concertos ao ar livre (e gratuitos) e outros, ao aproximar-se da meia-noite, dirigem-se até às margens do rio Douro para assistir ao fogo de artifício. 

A tradição portuense comemora o nascimento de São João Batista e a festa tem origem no Solstício de junho. Os alhos-porros fazem parte da tradição e eram usados para bater nas cabeças de quem se passeava na rua – claro que antigamente serviam também para se começarem muitos namoros! 

Ainda algumas pessoas usam os alhos-porros, mas a maior parte carrega uns martelos de plástico que se juntaram à tradição nos anos 60 – os primeiros a usar foram os estudantes na Queima das Fitas e depois começaram a ser vendidos para a festa de S. João. Também havia quem oferecesse os manjericos às suas namoradas. Os rapazes compravam o vaso e ofereciam às raparigas. Tal como manda a tradição, os manjericos vêm acompanhados com uma quadra popular. 

Uma típica noite de S. João: 
– Jantar típico: sardinhas assadas com pimentos (carnes assadas no carvão também são servidas, especialmente para quem não gosta de sardinhas); 
– Concertos de música ao ar livre; 
– Fogo de artifício à meia-noite; 
– Bailes nos bairros portuenses (Miragaia. Fontaínhas, Boavista, Nevogilde, Massarelos, etc); 
– Ir até aos locais onde estão as feiras populares com animações (comer farturas) como os carrinhos de choque e carrosséis, etc; 
– Passeio pela marginal do rio Douro até à Foz do Douro e praias; 
– Para os mais resistentes: esperar pelo nascer do sol.

O show dos fogos de artifício e músicas:




segunda-feira, 27 de maio de 2019

THE LOST IN LOVE EXPERIENCE



O duo australiano, que há pouco alcançou a marca de 5.000 shows, estará no Brasil em agosto para apresentar a Turnê "Lost in Love Experience"

"All You Need Is Love", dizia o grande hit dos Beatles em 1967. 52 anos depois, podemos afirmar sem medo que, de fato, amor é do que mais necessitamos desde sempre! E é exatamente por investir com muita qualidade artística na música romântica que o duo Air Supply mantém há mais de quatro décadas um lugar cativo nos corações de seus inúmeros fãs mundo afora.

Eles celebram atualmente a incrível marca de mais de 5 mil shows realizados em sua trajetória com uma nova turnê, Lost In Love Experience, que chegará ao Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, dia 25 de agosto, com realização da Hits Entretenimento.

Nessa turnê, que estreou na Austrália e ainda passará pelos EUA e Canadá antes de chegar por aqui, o repertório trará aquelas canções que aprendemos a amar, entre as quais "All Out Of Love", "Lost In Love", "Every Woman In The World" e "Making Love Out Of Nothing At All", só para citar algumas delas. Um banho de sensibilidade, com belas melodias e versos românticos e apaixonados.

BIO

Tudo começou em maio de 1975, quando o cantor, compositor e músico inglês Graham Russell conheceu o cantor Russell Hitchcock em uma montagem australiana do famoso musical "Jesus Cristo Superstar", de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice. A empatia entre os dois foi imediata, e a ideia de criarem um projeto próprio, também. O primeiro álbum do Air Supply, autointitulado, saiu em 1976, e emplacou nas paradas locais o single "Love And Other Bruises".

Em 1977, eles foram a banda de abertura da turnê australiana do astro do pop-rock Rod Stewart, e o cantor britânico gostou tanto que os convidou para acompanha-lo nos shows que faria nos EUA e Canadá, parceria que deu certo demais.

Ao ouvir o quarto álbum australiano da banda, "Life Support" (1979), o lendário produtor americano e então diretor da Arista Records, Clive Davis, gostou muito de uma das músicas incluídas nele, "Lost In Love". Gostou tanto que resolveu convidar o duo para entrar em sua gravadora. Começava ali uma parceria milionária.

Em 1980, saiu o álbum "Lost In Love", o primeiro deles a conseguir repercussão no disputado mercado americano, atingindo o 22º posto nos charts de lá. Deste trabalho, foram extraídos três singles de muito sucesso: a faixa-título (em nova versão - nº 3 nos charts), "All Out Of Love" (nº 2) e "Every Woman In The World" (nº 5).

O som romântico e próximo do soft rock encantou o público pop nos EUA e no resto do planeta. Esse namoro se consolidou com o álbum seguinte, "The One That You Love" (1981), que chegou ao nº 10 entre os LPs mais vendidos nos EUA e emplacou mais três singles certeiros por lá: a faixa-título (nº1), "Sweet Dreams" (nº 5) e "Here I Am" (nº 5).

Em 1982, veio mais um álbum de sucesso, "Now And Forever", nº 25 nos EUA e trazendo como destaque a canção "Even The Nights Are Better" (nº 5 entre os singles). O sucesso da dupla era tamanho que justificou o lançamento, já em 1983, da coletânea "Greatest Hits", trazendo todos seus êxitos até aquele momento e de quebra uma faixa inédita, "Making Love Out Of Nothing At All", de autoria do premiado compositor e produtor Jim Steinman (Bonnie Tyler, Meat Loaf). E essa música chegou ao nº2 nos EUA, virando hit, também!

Parte integrante da trilha do filme "Ghostbusters- Os Caça-Fantasmas" (1984), a balada "I Can Wait Forever" foi o carro-chefe do álbum seguinte do Air Supply, autointitulado e que chegou ao número 84 da parada ianque. "Lonely Is The Night" seria o próximo hit, lançada em 1986 no álbum "Hearts In Motion".

Em 1987, após lançar um disco natalino, "Christmas Album", o duo entrou em um período de recesso que só terminaria com o lançamento, em 1991, do álbum "The Earth Is". Em 1993, viria o premiado "Vanishing Race", cuja faixa-título homenageava os índios norte-americanos e lamentava seu extermínio através dos tempos.

Utilizando esse repertório repleto de hits a seu favor, o Air Supply se manteve permanentemente na estrada, fazendo turnê por todo o planeta, especialmente pela Ásia, onde possui seu fã-clube mais fiel. Mas não só por lá. Em 2005, por exemplo, fizeram um show em Havana, Cuba, que comportou 175 mil pessoas.

Em 2005, lançaram o DVD "It Was 30 Years Ago Today", comemorando seus então 30 anos de carreira. O CD acústico "The Singer And The Song" (2006) e o álbum de estúdio "Mumbo Jumbo" (2010) são outros momentos bacanas dos anos mais recentes.

A popularidade perene do Air Supply é tanta que inspirou o autor canadense Jim Millan a criar um musical com as suas canções, "All Out Of Love: The Musical", que estreou nas Filipinas em 2018 e conta com uma música inédita escrita por Graham Russell especialmente para tal produção, "I Was In Love With You".

Recentemente Russel e Graham lançaram o álbum Lost in Love Experience, gravado com a Orquestra Sinfônica de Praga, basta clicar e ouvir que showozaço!


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cajuína, de Caetano Veloso

“Caetano havia chegado a Teresina para um show. Estava muito triste. Retornava pela primeira vez à cidade onde havia nascido um de seus principais parceiros na Tropicália e seu grande amigo, o poeta Torquato Neto, meu primo, que havia se suicidado em 1972”, escreveu o jornalista, poeta e escritor piauense Paulo José Cunha.

Foi a partir desse momento que começou a ser escrita a história das entrelinhas de Cajuína, música de Caetano Veloso gravada em 1979 para o disco Cinema Transcendental. Oito versos de um xote um tanto melancólico que se questiona sobre a efemeridade da vida, de belezas e mistérios.

A canção começou a ser composta por Caetano quando chegou a Teresina (PI) com a turnê Muito e recebeu no hotel a visita de Dr. Heli Nunes, o pai de Torquato. Aquela era a primeira vez que o encontrava após o trágico fim do amigo.

“Senti uma dureza de ânimo dentro de mim. Me senti um tanto amargo e triste mas pouco sentimental”, relembrou Caetano, que não havia chorado no momento em que recebeu a notícia da morte súbita de Torquato. Foi apenas ao se encontrar com Dr. Heli, anos depois do ocorrido, que sua “dureza amarga se desfez”, como traduziu o próprio Caetano.

Maria Salomé, Torquato Neto e Heli Nunes - Cajuína




Maria Salomé, Torquato Neto e Heli Nunes
Naquele momento de reencontro, Caetano derramou as lágrimas guardadas e foi consolado com grande ternura pelo pai de seu amigo. Dr. Heli o levou até sua casa e lá ficaram a sós (já que Dona Maria Salomé, mãe de Torquato, estava hospitalizada). Ele conta que não trocaram muitas palavras, mas contemplaram juntos as inúmeras fotografias de Torquato expostas pelas paredes da casa.

Dr. Heli, como se desejasse relembrar a beleza da vida, deu ao amigo de seu filho uma rosa-menina colhida diretamente do quintal; e também serviu cajuína, como se quisesse adocicar aquele instante. Caetano continuava a derramar lágrimas, mas não mais de tristeza ou amargura. “Era um sentimento terno e bom, amoroso, dirigido a Dr. Heli e a Torquato, à vida. Mas era intenso demais e eu chorei”, simplificou Caetano.

E foi no dia seguinte, quando pegou a estrada, que Caetano escreveu Cajuína, expressando em palavras cantadas a complexidade e simplicidade de momentos que despertam sentimentos quase intraduzíveis.

O Anjo Torto

Chico Buarque e Torquato Neto - Cajuína




Chico Buarque e Torquato Neto

Em 1967, o Tropicalismo se firmava como movimento cultural e tinha como grande letrista Torquato Neto. Ele assinou importantes canções, como Geleia Real, Louvação, Marginalia 2, Mamãe Coragem e Deus vos Salve esta Casa Santa, fazendo parcerias com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo e Jards Macalé. No período pré-Tropicalista, também conheceu Chico Buarque de Holanda, de quem se tornou grande amigo.

Mas aqueles eram tempos difíceis para sonhadores. Fazer arte significava um ato de bravura e a censura tentava calar Torquato, que, além de letrista e poeta, também era jornalista, tendo assinado por muitos anos a coluna Música Popular, do jornal O Sol, e também a polêmica Geleia Real, publicada no Última Hora. Com a repressão, Torquato se afastou de tudo e todos e chegou a se internar voluntariamente por conta de sua instabilidade mental agravada.

Torquato Neto, conhecido como o Anjo Torto da Tropicália, cometeu suicídio no dia 10 de novembro de 1972, um dia após seu aniversário de 28 anos. Foi ainda na madrugada, após seus convidados terem deixado sua casa no Rio de Janeiro (RJ), que decidiu abrir as torneiras de gás de seu banheiro. Lá foi encontrado morto ao amanhecer, asfixiado.

Torquato Neto no filme Nosferatu do Brasil, de 1971.




Torquato Neto no filme Nosferatu do Brasil, de 1971

Os jornais da época relataram que as últimas anotações encontradas em seu caderno de espiral traziam frases como Pra mim chega e O amor é imperdoável, esta última atribuída a Caetano Veloso. No livro Torquato Neto: uma poética de estilhaços, o escrito Paulo Andrade transcreveu a nota de suicídio assinada pelo poeta:

“FICO. Não consigo acompanhar a marcha do progresso de minha mulher ou sou uma grande múmia que só pensa em múmias mesmo vivas e lindas feito a minha mulher na sua louca disparada para o progresso. Tenho saudades como os cariocas do tempo em que eu me sentia e achava que era um guia de cegos. Depois começaram a ver, e, enquanto me contorcia de dores, o cacho de banana caía. De modo Q FICO sossegado por aqui mesmo enquanto dure. Ana é uma SANTA de véu e grinalda com um palhaço empacotado ao lado. Não acredito em amor de múmias, e é por isso que eu FICO e vou ficando por causa deste amor. Pra mim chega! Vocês aí, peço o favor de não sacudirem demais o Thiago. Ele pode acordar”.

Quanto a seu pai, Dr. Heli, faleceu em 2010, aos 92 anos de idade. Seu sepultamento foi realizado por Thiago Silva de Araújo Nunes, único filho do poeta piauiense com Ana Maria, esposa de Torquato citada na carta de despedida.

Confira aqui a íntegra do relato de Caetano sobre a composição e abaixo o trecho de sua participação no Programa Livre, onde também fala sobre a história por trás da música.




Fonte: http://cajuadaaromatica.blogspot.com/

terça-feira, 7 de maio de 2019

O que o jato Legacy do acidente da Gol e o Guns N´ Roses têm em comum?


Você deve estar perguntando qual o que esse avião inscrito no México tem de interessante. Pois bem, lá vai a história:

Em 29 de setembro de 2006, um novo Embraer Legacy 600, que custou US$ 28.000.000,00 estava em seu vôo inaugural para os EUA. Devido a vários erros de ambos os pilotos e os controladores de tráfego aéreo, o Legacy teve um incidente com um avião comercial (um Boeing 737 da GOL).

Surpreendentemente, o jato Legacy sofreu apenas danos ponta da asa menor e pousou em segurança em uma base da força aérea na Amazônia. Nessa época a matrícula dele era N600XL.  Após o incidente, o avião foi apreendido na Base Aérea de Cachimbo,  Pará.

As autoridades tinham uma investigação para ser feita e a aeronave permaneceu em solo até a conclusão de todos os procedimentos. Em meados de 2009 a  empresa, General Aviation Services, foi contactada e indagada se teria comprar a aeronave, como estava, e onde estava.

A aeronave ainda estava um hangar na Base Aérea de Cachimbo. Em março de 2010, três engenheiros partiram dos Estados Unidos para avaliar o avião. Era uma aeronave nova (tempo total de 22 horas, oito decolagens), que tinha sido ficado no hangar por três anos. O exterior estava um pouco empoeirado, mas com um toque de mão, a tinta branca brilhante brilhou.

A única evidência de qualquer incidente no avião era a falta do winglet.


O interior, tendo sido selado durante três anos, era como no dia em que foi entregue.

XA-MHA - Embraer ERJ-135BJ Legacy 600 - Private


A partir de então, o jato que rasgou a asa do Boeing 737 da Gol passou a ser anunciado no país como uma aeronave nova, com pouco uso e abaixo do preço de mercado. Atualmente, o Legacy faz parte da frota de uma empresa de aviação executiva mexicana. E já esteve de volta ao Brasil ao menos uma vez, em abril de 2014, quando passou por Recife e Florianópolis transportando a banda Guns N´ Roses.

Hoje ele voa no Mexico com um novo esquema de cores, sem o logo da banda Guns N´ Roses.

XA-VBB - Embraer ERJ-135BJ Legacy - FlyMex

E, lógico, aquela playlist com o essencial do Guns!


ESTAMOS DE VOLTA E DE ENDEREÇO NOVO!

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A casa é a mesma mas o endereço mudou. Agora é:


E para comemorar nosso retorno, vai aí uma playlist daquelas!!!
Para quem não é assinante do Deezer, basta abrir no navegador do computador ou do próprio celular que as musicas tocam inteiras.

domingo, 2 de outubro de 2016

Mais uma história de guitarra, só que essa sobreviveu a um acidente aéreo e chegou até a pegar fogo


Peter Frampton vendeu milhões de discos com a ajuda de uma guitarra Gibson personalizada. Três décadas atrás, essa guitarra foi destruída em um acidente de avião ... ou assim ele pensou. A história começa em 1970, quando Frampton e sua antiga banda Humble Pie tocou dois shows na mesma noite no Fillmore West, em San Francisco.

Frampton disse que a primeira apresentação da noite foi um complicada: A guitarra que ele estava usando estava com um volume muito alto e ficou difícil de solar. Após o show, um membro do público se aproximou dele e se ofereceu para ajudar. "Ele disse, 'Bem, veja, eu tenho uma Les Paul que eu fiz um tipo de modificação há pouco. Você gostaria de experimentá-la amanhã?"


Frampton disse no programa "All Things Considered" de Guy Raz: "Eu disse, 'Bem, eu realmente nunca tive muita sorte com Les Pauls, mas você sabe o quê? Neste ponto, vou tentar qualquer coisa.'" O acordo acabou por ser amor à primeira batida. "Eu usei-a naquela noite, e para ambos os conjuntos, eu não acho que meus pés tocaram o chão o tempo todo", diz Frampton. "Quer dizer, eu estava levitando."

Essa guitarra - uma preto brilhante com um captador central adicionado tornou-se instrumento de assinatura de Frampton. Ele continuou a usá-lo com Humble Pie, e em seu material solo, tocou quase que exclusivamente nela por anos. Ele ainda fez a capa de seu clássico 1976 álbum ao vivo, Frampton Comes Alive!

Em 1980, enquanto Frampton estava em turnê na América do Sul, a guitarra foi colocada em um avião de carga na Venezuela, a caminho de Panamá. O avião caiu logo após a decolagem. "Basicamente, eu pensei, ela se foi", lembrou Frampton.

"Mas a coisa é, eu também estava sentado no restaurante onde eu podia ver a esposa do piloto. Ela estava esperando no hotel pelo o marido, que, infelizmente, nunca chegaria. Então, todos nós fomos tomados por uma tristeza profunda, porque as pessoas tinham perdido suas vidas, bem como todo nosso equipamento de show."



 O que Frampton não sabia é que a guitarra tinha sobrevivido, embora com alguns solavancos e contusões. Ele caiu nas mãos de um músico na ilha caribenha de Curaçao, que possuía-lo por muitos anos antes de um guia local que descobriu a guitarra, e contactou Frampton.

Depois de alguns contatos, a guitarra foi devolvida a Frampton em 2012. "É uma espécie de um preto fosco agora - não é mais brilhante. Na ligação ele falava que ela precisava de um pouco de reparos; a eletrônica vai precisar de substituição", disse Frampton.

Ele acrescenta, porém, que ele vai limitar os reparos no instrumento para "o que precisa ser substituído para fazê-lo apenas tocável. Mas ela deve manter as suas cicatrizes de batalha." Frampton dissse que sabe que seus fãs ficaram obstinados para vê-lo tocar a guitarra original de novo, e ele mais do que feliz em obedecer. "Oh, ela tem que ir para a estrada", disse ele. "Por terem me dado de volta... Não é algo que eu vou me esconder no armário."

A seguir temos o video oficial do Peter mostrando  quando ele recebeu de volta a guitarra e parte dos reparos efetuados:




E aquela playlist pra não perder o costume ;), a faixa Do You Feel Like We Do foi tocada com essa guitarra.
 

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domingo, 25 de setembro de 2016

Você já viu essa guitarra mas vai ficar surpreso: "Joe Perry 1959 Les Paul"


Joe Perry (70's) e Slash (no clip de November Rain) com a Gibson Les Paul de 1959

Joe Perry do Aerosmith comprou uma Gibson Les Paul nos anos 70 e essa guitarra o acompanhou até o início dos anos 80. Os albums clássicos do Aerosmith foram gravados com essa exata guitarra. Com a separação da banda em 1982 o Joe Perry passou por dificuldades financeiras e acabou tendo que vender a guitarra perto da época do Natal.

No show a seguir, de 1977 em 2:51 aparece o Joe tocando a guitarra na música Dream On:


Billy Loosigian reconheceu a guitarra numa loja e a comprou por US$ 4.200 mais uma Firebird I como parte do pagamento. Alguns anos depois ele vendeu a guitarra e ela foi parar nas mãos do Eric Johnson.


O tempo passa e um dia o Slash estava em turnê no Japão quando recebeu uma ligação de alguem oferecendo a guitarra. Ele ficou muito interessado até porque era fã do Aerosmith e aprendeu a tocar guitarra olhando para um poster do Joe Perry com essa dita guitarra.


Slash comprou a guitarra, ela não soava tão bem quanto ele esperava mas mesmo assim ele gravou o clip de November Rain com ela e algumas músicas.

O Joe Perry ficou sabendo que o Slash estava com a guitarra, tentou comprar mas o Slash se recusou a vendê-la. No aniversário de 50 anos, 35 anos depois de ter vendido a guitarra, Joe Perry recebeu um recado: "Slash says happy birthday" e lá estava a guitarra de volta! Um presente de aniversário dado pelo Slash.


E nesse video vemos o Joe Perry com sua Gibson Les Paul 1959 de volta ao cumprimentar o Slash pela sua segunda série de guitarras "Signature" da Gibson.




E não poderia faltar, lógico, November Rain!


sábado, 24 de setembro de 2016

Rival Sons



Com origem em Los Angeles - Califórnia, formada por Jay Buchanan (Vocal), Scott Holiday (Guitarra), Robin Everhart (Baixo), Miley (Bateria). Considerado por muitos – inclusive pelo jornal The Guardian, um dos mais respeitados da Inglaterra – como adepto do estilo blues rock retrô, o quarteto do Rival Sons possui fortes influências de ídolos como Led Zepellin, The Animals e Jeff Beck.

Juntos desde 2008, eles lançaram no ano seguinte seu primeiro álbum, Before The Fire, que teve grande repercussão por trazer de volta a psicodelia de artistas dos anos 70. O lançamento da vez foi escrito, gravado e mixado em apenas 20 dias, e já é um estrondoso sucesso de crítica nos Estados Unidos e na Europa, especialmente na Inglaterra.

A carreira, ainda curta, também parece caminhar a passos rápidos: o grupo já abriu shows de AC/DC, Alice Cooper, Kid Rock e Ace Frehley (guitarrista do Kiss) e Judas Priest. Em 2012, a banda chegou ao seu terceiro álbum de estúdio, exatamente em 17 de setembro, com o álbum Head Down, a critica o elogiou bastante, nota-se, a influencia de bandas como: the who, The Doors, Stones, Bad Company, Free, The Who e até Lynyrd Skynyrd, mas diferente dos álbuns antigos, a banda não deixou isso transparecer demais, e que torna esse álbum, algo mais original e som característico da banda. Gravado em Nashville, produzido por Dave Cobb e mixado por Vance Powell (White Stripes, Kings of Leon), “Head Down” é um disco variado e maduro.

Há o hard rock que chamou a atenção para a banda, mas há também espaço para aventuras por terrenos até então desconhecidos, como o groove contagiante de “Wild Animal”. O Rival Sons foi corajoso ao explorar outras sonoridades, indo muito além do peso cru e direto de seus dois primeiros discos. Em 2014 lançaram o álbum Great Western Valkyrie.

A playlist a seguir não é de músicas deles, mas sim das músicas que os influenciaram:

domingo, 18 de setembro de 2016

Aquela pasta das músicas dos anos 70 (That 70's Folder)






130 músicas, 8h e 24min de músicas dos anos 70 muitas delas que tocaram no seriado That 70's Show. Aproveitem!




Beat Bugs



Help, All You Need Is Love, Come Together, Lucy In The Sky With Diamonds entraram no repertório das pequenas aqui de casa. Tenho que dar o merecido crédito ao responsável: Beat Bugs do Netflix!

"Beat Bugs" conta as histórias de um grupo de simpáticos insetos com base em canções dos Beatles, reinterpretadas por artistas como Sia, Eddie Vedder e Pink.

Das célebres "Lucy in the Sky With Diamonds" e "All You Need Is Love" (que se tornou a abertura da série) à triste "I'm a Loser", várias canções da banda ganharam nova vida pelas mãos do criador, o australiano Josh Wakely, e um time que incluiu Daniel Johns, do Silverchair, no rearranjo das melodias.

E as músicas não só serviram como números dos episódios como também foram incorporadas à trama e aos diálogos dos personagens. O primeiro episódio, que gira em torno de "Help", traz um dos protagonistas em apuros, por exemplo.

O resultado saiu melhor do que o esperado, e a série já tem uma segunda temporada confirmada para o início de novembro, com participações de nomes como Rod Stewart, Chris Cornell e Jennifer Hudson.

sábado, 17 de setembro de 2016

Prince

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Ontem na mesa 8, tomando umas, um "baitinga" (pessoa sem futuro em cearês) disse que não sabia quem era o Prince! Pois bem, aí vai um pouco desse gênio numa apresentação memorável no Super Bowl XLI:


Prince Rogers Nelson (Minneapolis, 7 de junho de 1958 — Chanhassen, 21 de abril de 2016) foi um cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor e dançarino norte-americano. Lançou mais de 35 discos em vida, e sua música mistura diversos gêneros como o funk, R&B, soul, jazz, rock, pop e hip hop.

Filho de pais músicos, Prince teve bastante contato com instrumentos desde pequeno. Já em seu primeiro disco, intitulado "For You", Prince tocou todos os instrumentos, bem como compôs a maioria das letras e produziu. Por não permitir que ninguém interferisse no seu processo criativo, Prince ganhou reputação de ser workaholic, ou seja; era obcecado pelo trabalho.

Seu álbum de maior sucesso foi Purple Rain, de 1984, que veio acompanhado de um filme de mesmo nome. Purple Rain vendeu mais de 30 milhões de cópias e ajudou a fermentar a influência de Prince na década de 80 como um dos maiores ícones da música pop norte-americana. Em meados dos ano 90 teve um período de baixa popularidade, devido principalmente as brigas com a Warner Bros., que era a gravadora do músico. Ele acreditava que a gravadora limitava seu trabalho artístico, e para fugir da Warner, acabou mudando o nome para um símbolo impronunciável.


Nos anos 2000, Prince voltou a ter popularidade principalmente a partir do disco Musicology, que ficou em primeiro lugar nas paradas em cinco países. A década também foi marcada pelas várias turnês multi-milionárias, e pela conversão do mesmo no grupo religioso Testemunhas de Jeová. Prince tinha o costume de convidar fãs para shows de graça em sua mansão, uma mistura de palácio e estúdio construída nos anos 80 onde o músico gravava a maior parte de seu trabalho.

Prince é considerado por muitos um dos maiores ícones pop de todos os tempos. Muitos críticos elogiam o seu trabalho pela versatilidade em compor, tocar, cantar e dançar, bem como suas performances vem sido descritas como algo extraordinário. Seu trabalho tem influenciado diversos músicos especialmente da black music norte-americana, como Bruno Mars e o The Weeknd. Prince vendeu mais de 100 milhões de álbuns e 60 milhões de singles. Ganhou sete Grammys, além de possuir dois álbuns no Grammy Hall Of Fame Award.

Em 2003, a Rolling Stone colocou Purple Rain em 72° em sua lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos, sendo que a revista Time já o tinha classificado em 15°. Em 2008, Prince foi eleito o 30º maior cantor de todos os tempos pela famosa Revista Rolling Stone. Em 2012, Prince foi eleito o 28° maior artista de todos os tempos também pela Rolling Stone. E em 2011, a Rolling Stone ainda o colocaria em 33º em sua lista de melhores guitarristas.

A lista foi compilada a partir dos votos de vários outros guitarrisas famosos, como Tony Iommi, Eddie Van Halen e Brian May. Em 2004 Prince foi induzido no "Rock and Roll Hall of Fame", uma espécie de "museu da música" que perpetua os mais importantes nomes da indústria fonográfica que de alguma forma tiveram impacto na cultura norte-americana. Na ocasião, o músico fez um mesh-up de "The Glamorous Life", "Let's Go Crazy", ""Sign 'O' the Times," e finalizou com "Kiss". Mais cedo no mesmo dia, ainda na nomeação de George Harrison para o Hall of Fame, Prince tocou o solo de "Whyle My Guitar Gently Weeps", que lhe rendeu muitos elogios.

 Em 21 de Abril de 2016, Prince foi encontrado desacordado em sua mansão em Minneapolis. Uma ligação para o serviço de emergência foi feita às 9h43 da manhã, mas os atendentes médicos não puderam reavivá-lo e Prince foi declarado morto devido a uma acidental overdose de fentanil às 10h07. A morte do músico repercutiu sobretudo no meio artístico, com homenagens de diversos artistas como Elton John, Paul McCartney e Lenny Kravitz. Seu corpo foi cremado numa cerimônia para amigos mais íntimos e parentes, e sua fortuna, estimada em 300 milhões de dólares segue sem destino certo, já que Prince não tinha mulher ou filhos, bem como não deixou testamento.

Mas o legado ficou! Assim como uma playlist muito interessante com covers e colaborações sensacionais!


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Donny Hathaway: "Never My Love: The Anthology"

Donny Hathaway (Chicago, 1 de outubro de 1945 - Nova Iorque, 13 de janeiro de 1979) foi um cantor e compositor norte-americano de soul, gospel e jazz.

Tem como maiores sucessos as musicas, "A Song for You", "Jealous Guy", "For All We Know" e "The Closer I Get to You" Hathaway teve seu primeiro contrato profissional com a gravadora Atlantic Records em 1969, gravando seu primeiro single "The Guetto, Part I".

No inicio dos anos 70 era considerado uma nova sensação na soul music. Na sua curta carreira lançou quatro álbuns de estúdio, sendo o primeiro "Everthing is everthing" em 1970.

No ano de 1973 foi diagnosticado com esquizofrenia paranoica, sofrendo de fases de depressão desde os anos 60. Donny suicidou-se em 1979, perto do seu quarto de hotel, no Essex House Hotel em Nova York. Gravou com Roberta Flack a música "The Closer I Get to You".

Considerado um dos grandes nomes da soul music americana, foi homenageado com álbuns especiais após seu falecimento, sendo influencia artística e musical para as novas gerações. Num box incrível de quatro discos, "Never My Love: The Anthology" nos dá todos os elementos para caracterizarmos o Donny Hathaway como um dos maiores e melhores cantores que vieram ao mundo até os dias atuais.

A playlist de hoje mostra o início da sua carreira e também pistas de como seria sua carreira no futuro. Está tudo aqui.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Angela Bofill


Quebrando alguns anos de silêncio com uma das vozes mais lindas que eu conheço: Angela Bofill.

Ela foi a primeira latina a ter sucesso no mercado R&B americano chegando ao R&B Top 40. A carreira dela teve dois albuns realmente significativos mas foi interrompida por dois derrames que a deixaram impedida de cantar.

Mesmo assim duas músicas muito especiais (da minha playlist secreta) vão quebrar o silêncio aqui no blog hoje. Para quem está num clima mais animado de final de expediente, recomendo a versão dela para o clássico I Just Wanna Stop do Gino Vanelli:




Para os apaixonados de plantão fica essa música Linda!

sábado, 16 de março de 2013

O que rolou por aqui hoje: Músicas para um sábado nublado



A história da música: Super Homem (A Canção)



Por Gilberto Gil

"Eu estava de passagem pelo Rio, indo para os Estados Unidos fazer a excursão do lançamento do Nightingale - um disco gravado lá, com produção do Sérgio Mendes, em março e abril de 79, e gravar o disco Realce, ao final da excursão. 
Na ocasião eu estava morando na Bahia e não tinha casa no Rio, por isso estava hospedado na casa do Caetano. Como eu tinha que viajar logo cedo, na véspera da viagem eu me recolhi num quarto por volta de uma hora da manhã.
De repente eu ouvi uma zuada: era Caetano chegando da rua, falando muito, entusiasmado. Tinha assistido o filme Superhomem. Falava na sala com as pessoas, entre elas a Dedé [Dedé Veloso, mulher de Caetano na época]; eu fiquei curioso e me juntei ao grupo. Caetano estava empolgado com aquele momento lindo do filme, em que a namorada do Super-homem morre no acidente de trem e ele volta o movimento de rotação da Terra para poder voltar o tempo para salvar a namorada. 
Com aquela capacidade extraordinária do Caetano de narrar um filme com todos os detalhes, você vê melhor o filme ouvindo a narrativa dele do que vendo o filme... Então eu vi o filme. Conversa vai, conversa vem, fomos dormir.
Mas eu não dormi. Estava impregnado da imagem do Superhomem fazendo a Terra voltar por causa da mulher. Com essa idéia fixa na cabeça, levantei, acendi a luz, peguei o violão, o caderno, e comecei. Uma hora depois a canção estava lá, completa. 
No dia seguinte mostrei ao Caetano; ele ficou contente: 'Que linda!' E eu viajei para os Estados Unidos. Fiz a excursão toda e, só quando cheguei a Los Angeles, um mês e tanto depois, para gravar o disco, foi que eu vi o filme. 
Durante a gravação, uma amiga americana, Olenka Wallac, que morava em Los Angeles na ocasião, me levou para ver. A canção foi feita portanto com base na narrativa do Caetano. Como era Superhomem - O Filme, ficou Superhomem - a Canção; não tinha certeza se ia manter esse título ao publicá-la, mas mantive.
Como Retiros Espirituais, Superhomem - a Canção é uma das poucas que eu fiz assim: música e letra ao mesmo tempo. É uma canção a serviço de uma letra, atrás de um sopro da poesia, mas com os versos também se submetendo a uma necessidade de respiração da canção. Há momentos em que a extensão do verso determina o estender-se da frase musical. Em outros, para se dar determinadas pausas e realizar o conceito de simetria e elegância, a extensão da frase poética se adequa à do fraseado melódico."Assim, depois de 'Um dia', há o corte e, lá adiante, 'Que nada', depois 'Quem dera' e depois 'Quem sabe' já surgem condicionados pelo 'Um dia' do início. A frase musical de 'Um dia' condicionou a extensão, o corte e a escolha dessas interjeições - 'Que nada', 'Quem dera' e 'Quem sabe'. (Mesmo no primeiro caso - 'Um dia' -, também se reinvindica ali um sentido de interjeição; embora na construção da frase, do ponto de vista gramatical, possa não ser considerado assim, do ponto de vista do canto, é.)
A música tem uma cadência descansada, escorrida, e umas quebras interessantes. A melodia muda, a métrica é regular (as notas se alteram, mas os tempos são iguais). Você tem quatro estrofes com versos de 2, 14, 12 e 6 sílabas cada - assimétricas na distribuição interna, mas simétricas nas configurações finais. [A estrofe de abertura é ligeiramente diferente: o terceiro verso também apresenta 14 sílabas poéticas].
Depois de fazer a primeira estrofe, eu decidi que aquilo seria um módulo que eu iria manter. Isso facilitou para que eu a fizesse rápido; nascida aquela célula, ela se reproduziu em mais três iguais. Dobrei o caderno, deixei o violão e fui dormir. 
Quando acordei pela manhã, a primeira coisa que fiz foi tocar, cantar e ver que a canção estava fixada. Se eu estivesse com um gravador, eu a teria gravado antes de dormir, para me assegurar (eu faço isso sempre hoje em dia, porque tenho cada vez menos memória). 
Como eu não estava, é provável que eu tenha usado algum recurso mnemônico, como fixar o número de notas ou sílabas das primeiras frases, ou então as cifras.
Muita gente confundia essa música como apologia ao homossexualismo, e ela é o contrário. O que ela tem, de certa forma, é sem dúvida uma insinuação de androginia, um tema que me interessava muito na ocasião - me interessava revelar esse embricamento entre homem e mulher, o feminino como complementação do masculino e vice-versa, masculino e feminino como duas qualidades essenciais ao ser humano. Eu tinha feito Pai e Mãe antes, já abordara a questão, mais explicitamente da posição de ver o filho como o resultado do pai e da mãe. Em Superhomem - a Canção, a idéia central é de que pai é mãe, ou seja, todo homem é mulher (e toda mulher é homem).